• Redação da Rádio Nova Era

Estiagem no Paraná pode perdurar até fevereiro de 2021



A previsão para a que os reservatórios de água voltem a um nível normal na Região Metropolitana de Curitiba não é animadora. A estiagem, que já dura um ano no Paraná, principalmente na Grande Curitiba e Litoral, pode seguir até o as chuvas de verão, a partir de dezembro. É o que indica o monitoramento do Simepar, que aponta um resto de inverno seco e possibilidades de chuva na primavera, mas ainda insuficientes para minimizar a seca. O mapeamento do Simepar mostra que a estiagem é a maior dos últimos 50 anos nas regiões Oeste, Central, Sul e Leste do Paraná, além de ser considerada de moderada a forte nas demais regiões. Segundo o diretor-presidente do Simepar, Eduardo Alvim, é preciso um período de três meses de chuva dentro ou acima da média para recompor o nível dos mananciais. Os paranaenses também precisam torcer desde já para que o fenômeno La Niña não aconteça no início do ano que vem. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico pode ter como consequência um verão mais seco no Paraná, justamente no momento em que são esperadas as chuvas mais intensas para reduzir a seca. A possibilidade que falte água para o abastecimento tem sido a maior preocupação da Sanepar, que está tomando novas medidas para combater a falta d’água. O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, ressaltou que a seca é severa e preocupante. Cerca de 750 mil pessoas passam por rodízio de abastecimento de água todos os dias no Paraná. Como as medidas ainda são insuficientes, a Sanepar deve endurecer ainda mais este sistema. Outro efeito da seca é o aumento de incêndios. Foram cerca de 400 focos de queimadas na última semana, e mais de 6.600 desde o início do ano. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Samuel Prestes, explica que praticamente todos esses incêndios são causados por ação humana. O grande número de queimadas levou o Instituto de Água e Terra, IAT, a publicar uma portaria que suspende por 30 dias a prática de queima controlada na cultura de cana-de-açúcar. Isso porque as queimadas também são responsáveis pelo aumento do chamado material particulado, que amplia a poluição atmosférica. Outro setor que é afetado pela estiagem é o de energia, já que a falta de chuvas interfere na geração hidrelétrica. Mas, mesmo com a situação preocupante dos reservatórios do Paraná, o sistema interligado vem ajudando o Estado a não sofrer com a falta de energia. A energia gerada em outros estados, principalmente da região Sudeste, vem dando apoio ao Sul do país. É o que explica o gerente do Centro de Operações de Geração e Transmissão da Copel, Ricardo Rodrigues de Almeida. A Copel disponibiliza ao público as medições coletadas nos postos de monitoramento hidrológico, que geram dados em tempo real da vazão dos rios onde tem usinas. As informações estão na página copel.com/monitoramento.

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