CPI da Covid ouve Mayra Pinheiro, a "capitã cloroquina"


Começa às 9h de hoje, o depoimento de Mayra Pinheiro, a "capitã cloroquina". A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde esteve em Manaus no início de janeiro, pouco antes do colapso que matou dezenas de pacientes sem oxigênio. Os senadores querem saber de Mayra o que ela foi fazer lá e quais ações tomou ou deixou de tomar num dos momentos mais trágicos da pandemia no Brasil.


Quem é ela?

No governo Bolsonaro, Mayra é uma espécie de embaixadora do chamado "tratamento precoce", que consiste no uso de remédios comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, em especial a cloroquina. Seu depoimento é considerado peça-chave para elucidar como o governo propagou e distribuiu esses medicamentos à população, incluindo aldeias indígenas.


Quando esteve na CPI, na semana passada, o ex-ministro Eduardo Pazuello atribuiu a ela a criação do TrateCOV, aplicativo do ministério que recomendava o "tratamento precoce" de forma indiscriminada, mesmo a pacientes sem diagnóstico confirmado de coronavírus. Investigada pela atuação em Manaus, Mayra foi autorizada pelo STF a não responder às perguntas referentes àquele período.


Por G1 - Foto: Anderson Riedel/Presidência da República

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