• GABRIEL PASQUALINO

Com queda precoce do Palmeiras, sul-americanos voltam a decepcionar no Mundial

A derrota do Palmeiras para o Tigres, no domingo, 7, marcou mais um tropeço precoce dos times sul-americanos no Mundial de Clubes da Fifa. É a terceira vez nas últimas cinco edições do campeonato que um time do continente sofre a queda ainda na fase semifinal. Ou a quinta vez em 11 disputas do torneio internacional.


Antes do revés do Palmeiras por 1 a 0, no Catar, o argentino River Plate decepcionou em 2018, ao ser eliminado nos pênaltis pelo modesto Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Dois anos antes, o colombiano Atlético Nacional caiu diante do Kashima Antlers, do Japão.


As duas quedas anteriores foram protagonizadas por brasileiros. Em 2013, o Atlético Mineiro foi derrotado por 3 a 1 pelo Raja Casablanca, do Marrocos. A derrota mais inesperada, por ser a primeira de um brasileiro numa semifinal, foi a do Internacional diante do Mazembe, da República Democrática do Congo, pelo placar de 2 a 0.


Uma equipe da América do Sul não levanta o troféu do Mundial desde 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea por 1 a 0, resultado que se tornou exceção diante dos revezes do continente antes mesmo da final. Um ano antes, o Santos levou 4 a 0 do Barcelona, sem qualquer chance. Em 2017, o Real Madrid dominou o Grêmio e, em 2019, na última edição antes da atual, o Flamengo chegou a levar o favorito Liverpool para a prorrogação, porém acabou caindo por 1 a 0 na decisão. Nas 17 edições do Mundial sob organização da Fifa, o Brasil foi campeão por quatro vezes: com o Internacional, sobre o Barcelona, em 2006; o São Paulo, sobre o Liverpool, em 2005; e o próprio Corinthians, em 2012 e também logo na primeira edição com a chancela da entidade mundial, em 2000, em confronto nacional com o Vasco na final.


Na atual edição, a novidade protagonizada pelo Palmeiras foi a primeira queda de um sul-americano diante de um rival mexicano, que disputará a final pela primeira vez. O adversário sairá do confronto entre o favorito Bayern de Munique e o egípcio Al Ahly, nesta segunda-feira – a final está marcada para quinta. Com dificuldades para chegar à decisão, os times brasileiros poderão completar em 2022 um jejum de dez anos sem troféus no Mundial, que manterá seu formato por apenas mais uma edição, ainda neste ano, em dezembro, no Japão.


Depois disso, a Fifa deve implementar uma nova formatação, que só não estreará em 2021 por causa da pandemia do coronavírus. O novo modelo, com previsão de 24 clubes e predomínio dos grandes europeus, deve ser inaugurado em 2022, com investimento bilionário e sede na China, ao menos nas primeiras edições. Ou seja, os times brasileiros ainda têm uma última chance de faturar o Mundial, em formato teoricamente “mais fácil”, ainda neste ano. Depois disso, o campeonato se tornará um desafio muito mais complicado para os sul-americanos.

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