• Redação da Rádio Nova Era

Bolsonaro oficializa reforma ministerial com seis mudanças


O presidente Jair Bolsonaro promoveu a maior série de trocas de primeiro escalão em um único dia desde o início do governo: seis ministros deixaram seus cargos. As mudanças afetaram: Ministério da Defesa; Ministério das Relações Exteriores; Ministério da Justiça; Casa Civil; Advocacia Geral da União (AGU); e Secretaria de Governo.


Ao menos dois desses movimcentos têm finalidade clara: aceno ao Centrão e tentativa de aumentar a influência junto aos quartéis militares. O Centrão foi agraciado com a Secretaria de Governo: passará a ocupar o cargo a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), em substituição ao general Luiz Eduardo Ramos. Ela, que tem o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), passa a ser a responsável pela articulação política do Palácio do Planalto. Flávia disse, ao blog da Andréia Sadi, que atuará para diminuir as tensões entre governo e Câmara.


O outro movimento – a saída do general Fernando Azevedo e Silva do comando do Ministério da Defesa – foi recebido com preocupação por integrantes da ativa e da reserva das Forças Armadas e como algo além de uma troca para acomodação de espaços no primeiro escalão do governo. Ao blog do Camarotti, um general da reserva enxergou as ações que levaram à demissão de Azevedo e Silva como um sinal de Bolsonaro de que deseja ter maior influência política nos quartéis.


A única substituição tida como provável era a do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Após a situação política dele se deteriorar, com críticas de deputados e senadores, o chanceler pediu demissão. O substituto será o embaixador Carlos Alberto Franco França, que atuava no cerimonial do Itamaraty.


O anúncio das mudanças nos ministérios ocorreu no início da noite desta segunda pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.


Fonte: G1

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