Aumento de casos de dengue em Londrina (PR) preocupa moradores e agentes de saúde


A taxa de incidência de dengue na região de Londrina preocupa autoridades sanitárias. No município foram quase 8 mil casos da doença confirmados em 2021. Municípios vizinhos como Rolândia e Cambé também têm índices de incidência acima de 1,3 mil.


O Ministério da Saúde considera graves localidades em que o índice é superior a 500. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya. Paranaense de Campo Mourão, Maria de Fátima Travassos já pegou dengue duas vezes: “Fiquei com sequelas, fiquei com dor de cabeça, fiquei muito fraca, fiquei internada num posto de saúde. E recomendo às pessoas que cuidem mais do ambiente em que moram e em que trabalham.”


Os seis municípios da região de Londrina precisam reforçar as estratégias para eliminação de focos do mosquito e, assim, diminuir a contaminação. O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país.


Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar: “O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande, tanto que se a gente pegar regiões onde a gente tem uma baixa transmissão que sejam contíguas, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida. Porque a gente tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que a gente tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões.”


Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.


Fonte: Brasil 61

7 visualizações0 comentário